Ministério da Cultura e Secretaria de Estado da Cultura apresentam


JUlio Falavigna

Baterista e multi percussionista, deu seus primeiros passos aos treze anos, tomando aulas de bateria com Vítor Machado em Caxias do Sul, sua cidade natal. Aos dezessete anos viveu em Londres, aperfeiçoando-se na bateria com John Shearer (Steve Hackett). De volta ao Brasil, estabeleceu-se em Porto Alegre, acompanhando nomes do cenário local como Nei Lisboa e Duca Leindecker.

Aos vinte anos mudou-se para a Europa, onde permaneceu durante alguns anos. Neste período acompanhou vários artistas, como Fernando Cruz, Julio Barbosa Big Band, Gondwanna (com o cantor senegalês Jimmy Fall), Syan Moreno, Dig Lewis, Alegre Corrêa e Yta Moreno. No final de 1990, foi estudar na "Drummers Collective School" de New York, tendo como professores Marvin Smith, Ricky Sebastian, Kim Plainfield e Frank Malabe. Vivendo na França, iniciou-se na Tabla (percussão) após conhecer o músico e compositor indiano Sri Hanuman. No Canadá,entre 96-98, integra diversas formações de “world-music”.

Em 2001, de volta ao Brasil, passa a residir em Porto Alegre, onde integra o "Fabio Mentz Quarteto" como baterista, gravando dois álbuns, "Cantigas" (Núcleo Contemporâneo) e “Navegantes”. Paralelamente, fundou o duo de música indiana Shabda Rasa (com o citarista Toti Lima), gravando dois álbuns. Neste período, também grava como baterista no álbum "Black Bagual Negovéio" do compositor gaúcho Bebeto Alves. Nos anos seguintes, organizou e acompanhou turnês com os notáveis músicos Indianos G.S. Sachdev (flauta bansuri), Sri Hanuman (violão e tabla) e Pandit Mukesh Desai (vocal) como tablista pelo Brasil.

Em julho de 2010 fixa residência no Rio de Janeiro, despontando em alguns novos projetos musicais como baterista: Yuri Popoff (baixista de Toninho Horta), Vittor Santos (trombonista), além de gravar com Davi Moraes (guitarrista e compositor) e outros. Com Bianca Gismonti (pianista) passa a fazer parte do seu trio, co-produzindo seus quatro álbuns autorais entre 2012 e 2018:, “Sonhos de Nascimento” (Biscoito Fino) e “Primeiro céu” (Fina Flor), Desvelando Mares (Hunnia) e Gismonti 70 (Hunnia) acompanhando-a em todas as turnês nacionais e internacionais, passando por lugares como Tanger Jazz Festival (Marrocos), Cotton Club, Tokyo (Japão), Porgy & Bess, Viena (Áustria) Usina Del Arte, Buenos Aires (Argentina) Montreux Jazz Festival, Rio (Brasil) e muitos outros.

Em 2013, no Canadá, grava o disco “Mandala Wizards” do projeto homônimo junto ao guitarrista Indo-Canadense Ajit N Rao. Em 2019, sintetiza a sua carreira de viagens e encontros musicais no documentário “Paisagens Rítmicas”, lançado em várias sessões comentadas por salas de cinema, em VOD pela O2 filmes e atualmente disponível no site paisagensritmicas.com

Em 2023 grava o disco autoral do compositor e baixista gaúcho Fernando Peters. Atualmente dedica-se a um novo projeto chamado “Tarana Música Indiana” junto ao sitarista carioca Mário Moura, além de preparar o próximo álbum autoral do Bianca Gismonti Trio - “Tapeçaria” a ser gravado no início de 2025.